O diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo baseia-se fundamentalmente na história clínica do paciente e em testes físicos precisos. Dentre os testes provocativos mais consolidados na literatura científica, o Teste de Phalen se destaca pela sua simplicidade e acurácia.
O Princípio Mecânico do Teste
O objetivo do teste é reduzir temporariamente o espaço interno do canal do carpo por meio de uma postura forçada. Ao fletir os punhos de forma máxima, aumentamos a pressão hidrostática sobre o nervo mediano e os tendões flexores. Se o nervo já estiver inflamado ou sofrendo compressão crônica, essa manobra irá reproduzir os sintomas característicos quase que imediatamente.
Como o Teste de Phalen é Realizado?
A execução é rápida e não necessita de instrumentos extras. O paciente realiza os seguintes passos sob orientação profissional:
- O paciente senta-se ou fica em pé confortavelmente.
- Aproxima-se o dorso de ambas as mãos (as "costas" das mãos), mantendo os punhos em flexão completa de aproximadamente 90 graus.
- Os cotovelos devem ficar alinhados horizontalmente, apontando para os lados.
- O paciente deve manter essa posição estática por até 60 segundos.
Interpretação: Quando o Teste é Positivo?
O teste é considerado positivo se, dentro desse intervalo de um minuto, o paciente relatar o aparecimento ou a piora de dormência, formigamento ou dor em queimação no território do nervo mediano (especialmente no polegar, indicador e dedo médio).
Casos mais severos e agudos costumam positivar o teste logo nos primeiros 15 segundos da manobra. Se o paciente passar os 60 segundos sem sentir nenhuma alteração sensitiva, o teste é considerado negativo.
Importante: Embora seja uma ferramenta valiosa no consultório, o Teste de Phalen deve ser correlacionado com outros exames físicos (como o Sinal de Tinel) e, se necessário, exames complementares de eletroneuromiografia.