O Teste de Freiberg é uma manobra provocativa complementar utilizada na investigação da Síndrome do Piriforme. Desenvolvido para atuar em sinergia com o Teste FAIR, ele testa o estiramento passivo do piriforme quando o quadril está na posição neutra/estendida.
Mecanismo de Ação
Com o quadril em extensão completa (0°), o músculo piriforme funciona estritamente como um rotador externo primário do quadril. Ao forçarmos uma rotação interna passiva e sustentada nessa posição, estiramos o corpo muscular do piriforme diretamente contra o nervo ciático.
Passo a Passo da Manobra
- O paciente deita-se de barriga para cima (decúbito dorsal) com as pernas estendidas e relaxadas na maca.
- O fisioterapeuta segura o tornozelo da perna afetada e realiza uma rotação interna passiva forçada de todo o membro inferior (rodando a coxa e o pé para dentro).
- Adicionalmente, o profissional pode aplicar uma leve adução do membro em relação à linha média.
Interpretação Clínica
O teste é considerado **positivo** se a manobra reproduzir dor súbita na região glútea profunda, podendo vir acompanhada de parestesia (formigamento) que irradia pela parte posterior do membro inferior.
Quando os testes de Freiberg e FAIR resultam positivos em conjunto, a probabilidade de aprisionamento do nervo ciático pela musculatura glútea aumenta consideravelmente, permitindo traçar um plano de tratamento fisioterapêutico direcionado sem perda de tempo.