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Avaliação Clínica

Teste FAIR: Testando o Aprisionamento do Nervo Ciático

Entenda a manobra provocativa de estiramento articular que isola o envolvimento do músculo piriforme na dor glútea.

O acrônimo **FAIR** vem dos termos em inglês para Flexion, Adduction, and Internal Rotation (Flexão, Adução e Rotação Interna do quadril). Este é um dos testes mais sensíveis para confirmar a presença da Síndrome do Piriforme no consultório.

Fundamento Biomecânico

O músculo piriforme atua primariamente como rotador externo do quadril quando a perna está estendida. Contudo, quando flexionamos o quadril a 90 graus, sua função biomecânica se inverte, passando a atuar como abdutor e rotador interno.

Ao combinarmos **Flexão, Adução e Rotação Interna**, colocamos o ventral muscular do piriforme sob alongamento máximo e tensão contínua. Se o músculo estiver espasmado ou hipertrofiado, essa tensão esmagará o nervo ciático contra a incisura isquiática maior.

Como o Fisioterapeuta Realiza o Teste FAIR?

  1. O paciente deita-se de lado (decúbito lateral) sobre o lado não afetado, mantendo a perna de baixo estendida.
  2. O fisioterapeuta flexiona o quadril acometido a aproximadamente 60° a 90° e o joelho a 90°.
  3. Estabilizando a pelve do paciente com uma mão, o profissional aplica uma força para baixo no joelho (aduzindo o quadril) enquanto roda a perna internamente.

Interpretação: Quando o Teste é Positivo?

O Teste FAIR é considerado positivo se reproduzir a dor familiar de queimação, choque ou fisgada na região profunda do glúteo, podendo irromper pelo trajeto posterior da coxa.

Para complementar a investigação e diferenciar o problema de testes lombares como o Sinal de Lasègue, o fisioterapeuta também pode correlacionar o achado com o Teste de Freiberg.