A Síndrome do Impacto Subacromial (SIS) é uma das condições dolorosas mais comuns que afetam a articulação do ombro. Ocorre devido ao atrito repetitivo ou compressão de estruturas moles — como os tendões do manguito rotador e a bursa subacromial — contra o teto ósseo formado pelo acrômio.
Entendendo a Anatomia do Espaço Subacromial
O ombro é uma das articulações mais móveis do corpo humano. Para garantir que a cabeça do úmero se mova sem colidir com as estruturas acima dela, existe o chamado espaço subacromial.
Nesse pequeno túnel anatômico passam o tendão do músculo supraespinhoso, a cabeça longa do bíceps e a bursa subacromial. Quando há alterações no ritmo escapulotorácico, fraqueza muscular dos estabilizadores do ombro ou variações anatômicas (como um acrômio ganchoso), o espaço diminui, gerando microtraumas frequentes e inflamação local.
Sintomas Mais Frequentes
- Dor localizada na face lateral ou anterior do ombro, que pode irradiar para a parte média do braço.
- Agravamento da dor ao elevar o braço acima da linha da cabeça (por exemplo, ao pegar algo no armário ou pentear o cabelo).
- Dificuldade ou dor intensa ao tentar dormir sobre o ombro afetado.
- Sensação de fraqueza no braço ou limitação de mobilidade em movimentos de rotação.
Como é Feita a Avaliação Clínica?
Durante a consulta fisioterapêutica, utilizamos manobras de provocação para estreitar intencionalmente o espaço subacromial e verificar a presença de dor local. Os dois testes de impacto mais validados e utilizados na prática clínica são:
- Teste de Neer: Elevação passiva do braço em rotação interna para comprimir o supraespinhoso contra a borda anteroinferior do acrômio.
- Teste de Hawkins-Kennedy: Flexão de ombro a 90° combinada com rotação interna rápida para testar o atrito no ligamento coracoacromial.
Tratamento Fisioterapêutico
O tratamento conservador através da fisioterapia é a primeira escolha e apresenta excelentes taxas de sucesso. No **Espaço Vertebral**, a abordagem é personalizada para reestabelecer o equilíbrio biomecânico do ombro:
- Controle da dor e inflamação: Uso de recursos analgésicos e terapia manual para aliviar o espasmo muscular.
- Fortalecimento do Manguito Rotador: Exercícios para reeducar os músculos abaixadores da cabeça do úmero, restaurando o espaço articular.
- Estabilização Escapular: Fortalecimento de denteado anterior e trapézio (médio e inferior) para garantir o ritmo correto na elevação do braço.